Memento Mori, de Joanna Ebenstein (foto), propõe uma reflexão profunda sobre a morte, mostrando como a consciência da finitude pode transformar a vida em plenitude e autenticidade

Falar sobre morte ainda é um tabu em grande parte da cultura contemporânea. Entretanto, o novo livro Memento Mori, publicado pela editora Citadel, propõe justamente o contrário: trazer a consciência da finitude para o cotidiano como uma forma de fortalecer a vida. A autora, Joanna Ebenstein (foto), pesquisa há anos como sociedades de diferentes épocas e países desenvolveram rituais, obras de arte e práticas para lembrar que a existência é breve e, justamente por isso, preciosa.

A expressão latina que dá nome ao livro significa “lembre-se de que você vai morrer”. Longe de carregar um sentido negativo, a frase historicamente serviu como convite para aproveitar a vida de maneira mais profunda, alinhada aos valores pessoais e livre de distrações superficiais. Ebenstein mostra que refletir sobre a mortalidade não tem relação com morbidez, mas com clareza. Segundo ela, lembrar da morte pode ajudar a reduzir o arrependimento e a ansiedade no final da vida.

Ao longo da obra, a autora recupera tradições filosóficas e espirituais que utilizavam a contemplação da morte como caminho de sabedoria. Entre elas estão ensinamentos estoicos, que defendiam viver cada dia como se fosse o último, e práticas budistas nas quais se meditava sobre o corpo em transformação para cultivar desprendimento e presença.

O livro também contextualiza como, historicamente, diferentes culturas mantinham a morte presente no cotidiano. Pinturas vanitas, esculturas em lápides, danças e procissões eram recursos simbólicos que lembravam que a vida é impermanente e que todos compartilham o mesmo destino.

Além da análise histórica e filosófica, Memento Mori inclui exercícios práticos para o leitor desenvolver uma relação mais serena com o tema. Entre as propostas estão meditações guiadas, autorretratos simbólicos e a criação de objetos pessoais que funcionem como lembretes da brevidade da vida para incentivar escolhas mais alinhadas com o que importa.

A autora reforça que a intenção não é provocar medo, mas abrir espaço para coragem, autenticidade e profundidade emocional. Ao reconhecer que a morte é inevitável, afirma a obra, a vida pode se tornar mais intensa e significativa. Memento Mori é, portanto, um livro sobre viver. Ao lembrar que o tempo é limitado, o leitor é convidado a reconsiderar prioridades e recuperar o sentido do presente.

Memento Mori
Capa do livro: Memento Mori | Imagem: Ilustrativa

FICHA TÉCNICA

Título: Memento Mori: O Poder de Deixar Para Trás o que Não Importa e Abraçar o Agora
Autoria: Joanna Ebenstein
Editora: Citadel Grupo Editorial
ISBN: 978-65-5047-697-7
Páginas: 352
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Sobre o autora:

Joanna Ebenstein é artista, curadora e escritora norte-americana, fundadora do Morbid Anatomy Museum, em Nova York. Seu trabalho explora as conexões entre arte, morte, ciência e cultura, buscando ressignificar o olhar sobre o corpo e a mortalidade. É autora de livros como Anatomical Venus e Memento Mori, em que defende que contemplar a morte é uma forma de viver com mais consciência e sentido.

Sobre a editora:

Fundada em 2014, a Citadel Grupo Editorial tem como missão transformar vidas por meio da leitura. Seu catálogo reúne títulos de autores nacionais e internacionais de destaque, como Napoleon Hill, Sharon Lechter e Clóvis de Barros Filho, com obras que transitam por áreas como crescimento pessoal, filosofia, espiritualidade, negócios, ética e ficção. Sob a condução do Editor Executivo Marcial Conte Jr., a editora consolidou-se como referência ao publicar sucessos como Mais esperto que o diabo, de Napoleon Hill, e ampliar continuamente sua presença no mercado brasileiro.