Em Nome do Pai, da Mãe e do Filho reúne reflexões de Mônica Donetto (foto) sobre parentalidade, vínculos afetivos e desafios contemporâneos entre adultos e crianças
A psicanalista, psicopedagoga e orientadora parental Mônica Donetto Guedes lança a 2ª Edição Revista e Ampliada do livro Em “Nome do Pai, da Mãe e do Filho – Compreendendo a Relação Entre Adultos e Crianças”, publicado pela INM Editora.
Com mais de 25 anos de atuação clínica, a autora aborda temas centrais da parentalidade contemporânea, como maternidade, paternidade, adolescência, ansiedade dos pais, limites com afeto, impactos das telas na infância, medicalização precoce e as novas configurações familiares.
Baseada em experiências do consultório e inspirada nos conceitos do pediatra e psicanalista Donald Winnicott, a obra propõe um olhar mais ético, afetivo e atento às singularidades de cada criança, sem apresentar fórmulas prontas.
A nova edição foi totalmente revisada e ampliada, trazendo capítulos reescritos e conteúdos inéditos inspirados nas demandas atuais das famílias.
Sobre o livro:
Em Nome do Pai, da Mãe e do Filho (INM Editora). A obra nasce da escuta diária em consultório e se apresenta como um convite à reflexão: “Escrevo, sobretudo, para provocar pensamento. Minha intenção não é fornecer um manual de procedimentos, mas oferecer descrições clínicas, hipóteses interpretativas e questões que favoreçam a elaboração reflexiva.”
Organizado em sete partes — Maternidade; Paternidade; Parentalidade; O Bebê; A Criança; Puberdade/Adolescência; Questões Atuais —, o livro permite leitura modular e consulta por tema. A autora parte da premissa de que “a relação entre pais e filhos nunca foi, não é e nunca será fácil. […] nenhum manual pode ser escrito para ajudá‑los a cuidar dos seus filhos, porque cada bebê que vem ao mundo é um ser singular”, e propõe reflexões que articulam teoria psicanalítica e experiência clínica.
Na seção final, “Questões Atuais”, Mônica analisa desafios que tensionam a vida familiar contemporânea: novas configurações de filiação (adoção, parentalidade homoafetiva); a era digital (uso de telas, “intoxicação eletrônica”, papel das plataformas como YouTube) e a cultura do consumo na formação da chamada “geração do aparente”. Discute ainda saúde e comportamento, defendendo a escuta do desejo e do corpo da criança como alternativa à medicalização precoce.
O leitor encontrará orientações construídas a partir das perguntas mais frequentes no consultório e nas buscas dos pais na internet. Entre os temas tratados estão:
Limites com afeto: como dizer “não” sem culpa; compreender o limite como contorno estruturante, e não punição — “O limite, portanto, não é punição, mas um contorno que ajuda a criança a se estruturar.”
Manejo do tempo de tela e consumo de conteúdo: mediação parental, rotinas digitais e alternativas afetivas.
Ansiedade e insegurança parental: estratégias para lidar com a ansiedade infantil e a pressão por uma parentalidade idealizada.
Escuta clínica versus diagnóstico: identificar sinais que exigem atenção profissional sem medicalizar automaticamente.
Intervenções práticas para birras, sono, desmame, agressividade e rendimento escolar.
A autora ressalta ainda a importância do afeto disponibilizado no cuidado: “O colo, que já não é apenas físico, mas um espaço psíquico de amparo, confere a sustentação fundamental para que a criança possa elaborar o acontecido e emergir mais fortalecida.”
Este livro soma‑se à produção editorial de Mônica Donetto Guedes, na qual ela figura como organizadora e coautora de coletâneas como Pais não nascem prontos; Pais não nascem prontos adolescentes; Mulheres não nascem prontos; Relacionamentos não nascem prontos — trabalhos que reforçam sua atuação como articuladora de perspectivas clínicas voltadas à família contemporânea.
A obra reafirma a necessidade de uma prática parental ética e reflexiva: mais que técnicas, propõe perguntas orientadoras que ajudam adultos a escutar, intervir e revisar suas próprias respostas diante da singularidade de cada criança. Ao convidar pais e educadores a assumir a autoria de suas intervenções, o livro aponta para uma parentalidade menos orientada por modelos prontos e mais pela atenção ao contexto emocional e aos laços que se constroem no cotidiano.
Além disso, “Em Nome do Pai, da Mãe e do Filho” instala um convite público à ampliação das redes de cuidado — políticas, escolas e serviços de saúde — e à formação continuada de profissionais que atuam com famílias. Não oferece receitas, mas abre caminhos: práticas de escuta, rotinas afetivas e espaços de apoio coletivo capazes de fortalecer vínculos e proteger o desenvolvimento psíquico na era digital.
Sobre a autora:
Mônica Donetto é psicanalista, psicopedagoga, educadora e escritora. Há mais de 25 anos atua no acompanhamento de crianças, adolescentes e famílias, desenvolvendo um trabalho pautado pela escuta, pelo acolhimento e pela valorização dos vínculos afetivos no processo de desenvolvimento infantil.
@monicadonetto

Ficha Técnica:
Livro: Em Nome do Pai, da Mãe e do Filho – Compreendendo a Relação Entre Adultos e Crianças
Autora: Mônica Donetto Guedes
Editora: INM Editora
Número de páginas: 321
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