“Spectrophilia é uma spectransfilia. É amoroso, denso, festivo, vulnerável, rigoroso e queer, como os ossos que constituem e dão vestígio a Shajara – e a Hilan que o assombra em silêncio.”
Cecilia Cavalieri
Na terça-feira, 02 de junho de 2026, a partir das 19 horas, Shajara Néehilan Bensusan lança seu mais novo título spectrophilia na Tapera Taperá com um bate papo com Raísa Curty, Julia Correa, Felipe Polydoro, Cla Pelotas, Gisel Carriconde Azevedo.
Em maio, o livro teve lançamentos em Sao Paulo e Rio de Janeiro. Na Tapera Taperá em SP com Assucena, Sammy Machado e Marcelo Ariel. E na Livraria Alento no Rio com Cecilia Cavalieri, Diogo Bogea, Erick Felinto, Cassina Stephan e Juliana Fausto.
SPECTROPHILIA é uma casa assombrada. Quem escreve por nossas mãos? São espectros que nos atravessam em linhas tortas que precipitam a diferença imponente mas frágil entre vivos e mortos. Quem lembra das nossas memórias? Quando nos lembramos, essa diferença sai de cena e se transforma em uma espécie ultramaterial de coito. Sobra amar a imortalidade de quem morre sabendo que ela vai e volta como um assombro, como uma conjuração. Sexo desprotegido com fantasmas. E se amássemos espectros mesmo que eles não carregassem consigo o porrete do poder da morte sobre a vida?
Shajara Néehilan Bensusan é um nome de quem não pode mais ter um nome israelense (Hilan) testemunhando o genocídio promovido pela empreitada sionista. Performer e filósofx, se interessa por espectros mesmo sem se dar conta. Pelo menos desde sua performance Assombrações, em que busca um contato telefônico com sua mãe onde ela morreu, tem estado às voltas a fantasmagoria da diferença sexual e com a sexualidade da diferença entre o que vive e o que morre. Desde então procurou se enterrar e se desenterrar muitas vezes – em catábases e anábases em galerias, jardins, ruas e eventos públicos. Uma vez, ao organizar as Noites Mortas, um jardim de caixões habitados e inabitados, teve um dos caixões do evento roubado no meio de uma chuva inesperada. Quem rouba um caixão? Algum ta’o we araweté?
Shajara NéeHilan Bensusan é professorx associadx no Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília. Doutorx pela University of Sussex, foi pesquisadorx e professorx visitante nas seguintes instituições: University of Bristol, Université de Paris 8, University of Nottingham, New Mexico University, University of Madras at Chennai, Universidad Veracruzana de Xalapa, Louisiana State University, Universidad de Granada, Université Libre de Bruxelles. Publicou 66 artigos em revistas como Theoria, Acta Analytica, Philosophia, Croatian Journal of Philosophy, Analytica, Manuscrito, TransFormAção, Cosmos & History, Revista de Estudos Feministas, Epistemologia, Teorema, Discurso, Artemis, Process Studies, Kriterion, Speculations e Das Questões (que edita). Publicou Spectrophilia (Cultura e Barbárie 2025), Memory Assemblages (Bloomsbury, 2024), História Sul-Americana da Imortalidade (Cultura e Barbárie, 2024), Indexicalism (Edinburgh University Press, 2021), A moral do começo (Fi, 2019), A diáspora da agência (com Jadson Alves, EdUFBA, 2018), Linhas de Animismo Futuro (Mil Folhas, 2017), Being Up For Grabs (Open Humanities, 2016), Heráclito: Exercícios de Anarqueologia (com Luciana Ferreira e Leonel Antunes, Ideias e Letras, 2012) e Excessos e exceções (Ideias e Letras, 2008).
Sobre os covidados
Júlia Corrêa é mestranda no Programa de Pós-Graduação em Literatura da UnB, em pesquisa a obra de Anne Carson. Tem experiência nas áreas de desconstrução, letras clássicas e literatura francesa.
Raísa Curty é artista visual. Utiliza a viagem enquanto procedimento poético de pesquisa. Interessa-se pela reprodução do cotidiano e pelas revoluções decoloniais. Membro do grupo de pesquisa Vaga-mundo: Poéticas Nômades. Doutora e mestre pelo PPGAV/UnB.
Clarice Pelotas Rios Arraes é graduanda em filosofia pela Universidade de Brasília, estudante certificada em filosofia crítica pelo New Centre for Research & Practice, com interesse de pesquisa em estudos pornográficos, materialismo libidinal e teoria queer.
Gisel Carriconde Azevedo é artista visual com produção multidisciplinar — instalação, pintura, fotografia, vídeo, desenho, objeto, design de mobiliário expositivo e curadoria. Trabalha com diversos elementos da cultura visual, em especial da história da arte e do design, e explora o uso do objeto e da linguagem na construção do conhecimento.
Desde 2014, está a frente do deCurators, um espaço independente não comercial, comprometido com o exercício de pensar o espaço expositivo como poética, e com a formação de jovens artistas e curadores do DF.
Felipe Polydoro. Pesquisador e Professor da Faculdade de Comunicação da UnB. Interessado em imagens, estética, mídia, violência, espectros, memória.
Piero Eyben é Poeta, Psicanalista e Professor Titular de Teoria da Literatura da Universidade de Brasília. A partir de 2023, realiza pesquisa como visitante no Laboratoire d’études de genre et de sexualité (LEGS). Doutor em Literatura, tem experiência na área de Teoria Literária, Filosofia, Psicanálise. Coordena o Grupo de Pesquisa ”Escritura: linguagem e pensamento” e o Laboratório de Estudos da Insurreição: Sexualidade e Violência. Membro do Grupo de Pesquisa ”Poesia Brasileira Contemporânea” (UFRJ). Teve seus poemas publicados em diversos periódicos no Brasil e na França. Foi semifinalista do Prêmio Oceanos de Literatura em 2024.

Título: spectrophilia
Autor: shajara néehilan bensusan
192 páginas
Tamanho: 13x18cm
Editora: Cultura e Barbárie
ISBN: 978-65-87529-65-3
Imagem: Raquel Nava. Série Polímeros Canibais 3, 2024
Orelha: Cecília Cavalieri
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Serviço:
Lançamento em Brasília
s p e c t r o p h i l i a de shajara néehilan bensusan
Editora Cultura & Barbárie
Local: Livraria Platô
Endereço: Asa Sul CLS 405 BLOCO A LOJA 12 – Plano Piloto, Brasília – DF
Terça-feira, 02 de junho de 2026
Horário: a partir das 19 horas
Entrada livre
Sala sujeita a lotação
















